Uma segunda chance
- dejacy4
- 29 de jan.
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A maior justiça que um homem pode fazer a si mesmo, antes de admitir seus potenciais ou naufragar em autoelogios, é reconhecer que é falho. Talvez, seja esse o melhor presente que possamos nos dar: o direito de errar. Mesmo doloroso, o erro nos traz consciência dos verdadeiros limites de nossa natureza humana. Predecessor dos grandes acertos, será ele a nos preparar e nos trazer a experiência necessária.
Nossos grandes passos na vida, nossas mais difíceis decisões e nossos nem tão frequentes triunfos são todos precedidos pelo equívoco, pela dúvida e, consequentemente, pelo erro. Quem de nós já não foi alguma vez, surpreendido na rua pela chuva no meio do dia? Quem de nós já não tomou uma direção errada? Sim, vez por outra, somos flagrados por nossas falhas, nossos enganos e nossos erros. Talvez isso nos custe muito, mas, sempre a tempo, vemo-nos obrigados a admiti-los.
Por mais que o erro de um afete a centenas de seus semelhantes, cabe a estes ajudá-lo a corrigir o seu delito, apontá-lo sim, não na ânsia de puni-lo, mas na intenção de elucidá-lo, dando-lhe o seu correto propósito. Não tomemos o caminho mais fácil crucificando o outro antes que este tenha a chance de construir a sua defesa. Sobretudo, não crucifiquemos ninguém, pois, isso foge ao nosso direito. Quem somos nós para decidirmos o certo e o errado quando mal sabemos dos nossos possíveis desvios na próxima hora? Quem de nós jamais erra?
Aceitemos, pois, os nossos erros. Sejamos humildes diante de uma segunda ou, quem sabe até uma terceira chance, se possível, pois, será dela que extrairemos nossos mais profundos aprendizados; por meio dela compreenderemos melhor as falhas de nossos semelhantes. Só assim, voltaremos a respirar aliviados, deixando de ser algozes de nós mesmos e, não menos vergonhosamente, algozes uns dos outros.
O erro faz parte da vida; a ele cabe somente nos mostrar o quão próximos do acerto podemos estar.




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