Ansiedade
- dejacy4
- 4 de fev.
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Considerada uma reação natural do nosso corpo a situações de estresse ou perigo, a ansiedade torna-se um transtorno quando é excessiva, contínua e interfere em nossa rotina. Funciona como uma emoção de alarme que se encontra associada a sensações de angústia, tensão e insegurança que, quando frequentes e/ou intensas e incontroláveis, causando mal-estar significativo, conduzem à doença em si. Neste caso, os sintomas podem incluir preocupações exageradas, taquicardia, sudorese, tremores e dificuldade respiratória. O indivíduo que sofre de ansiedade se sente angustiado, ameaçado, bloqueado, podendo alegar ter maus pressentimentos, mesmo sem razão aparente.
O indivíduo com ansiedade pode apresentar vários sintomas físicos como arritmia / taquicardia, vertigens ou tonturas, boca seca, dificuldade respiratória, entre outros. Para além destes sintomas físicos, a ansiedade pode provocar várias alterações psíquicas, como reações cognitivas (preocupação excessiva, dificuldades de concentração), comportamentais (tremores, paralisação) e sociais (dificuldades em falar em público, evitamento de eventos sociais) que podem afetar a qualidade de vida.
A ansiedade pode atingir indivíduos de qualquer idade e sexo, inclusivamente crianças (ansiedade infantil). Dados recentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que existam cerca de 264 milhões de pessoas a sofrer de ansiedade em todo o mundo e indicam que as perturbações de ansiedade são mais frequentes no sexo feminino, embora também afetem homens.
Diversos estímulos podem desencadear ansiedade, tais como problemas físicos/biológicos (alterações hormonais), contexto profissional (possibilidade de desemprego) ou acadêmico (momentos de avaliação), fatores familiares (divórcio), dilemas pessoais (orientação sexual), situações de infância (negligência), além de eventos decorrentes de catástrofes ou acidentes graves. Contudo, cada caso é único, sendo importante explorar a história de vida do paciente, a fim de investigar as possíveis origens e estímulos causadores da ansiedade, de modo a intervir adequadamente.
O que distingue a ansiedade, medo e stress?
Visto que os conceitos de ansiedade, medo e estresse são frequentemente confundidos pelas suas semelhanças, é necessário distingui-los para que se possa intervir e desenvolver estratégias adequadas de tratamento. Assim, a ansiedade é uma antecipação de uma ameaça futura, uma tensão ou pressentimento que surge sem que, muitas vezes, a própria pessoa consiga inicialmente identificar o motivo concreto que sustente sua angústia sentida. O medo, por outro lado, consiste numa resposta emocional a uma ameaça concreta ou objetiva, real ou percebida. Já o estresse se encontra associado a uma espécie de esgotamento, uma resposta do organismo quando já não se consegue aguentar uma tensão emocional constante.
Sinais e sintomas da ansiedade
A ansiedade pode surgir sob a forma de diversos sinais e sintomas que se podem dividir em quatro componentes:
Reações físicas: taquicardia, hipertensão, sensação de nó no estômago, falta de ar, boca seca, sudorese, náuseas, diarreia, dor de cabeça, zumbidos nos ouvidos, vertigens ou tonturas, hipertermia (febre emocional), bexiga hiperativa, psoríase, queda de cabelo, perda ou aumento de apetite, perda ou aumento de peso, alterações no ciclo menstrual, unhas quebradiças, entre outros.
Reações comportamentais: tremores, bloqueio ou paralisação, estado de alerta, irritabilidade, tensão nos maxilares, alterações do tom de voz, hiperatividade motora (ex: caminhar de um lado para o outro), roer as unhas, entre outros.
Reações cognitivas: preocupação excessiva/obsessiva, pensamentos intrusivos negativos, dificuldades de atenção e concentração, insônia, alterações de memória, vontade de chorar; maior foco no negativo do que no positivo (pessimismo generalizado).
Reações sociais: dificuldades em iniciar ou manter uma conversa, dificuldade em dizer “não” ou em demonstrar desacordo/desagrado, preocupação excessiva com a opinião de terceiros, evitamento ou tentativa de passar constantemente despercebido.
Complicações que podem surgir, derivadas de ansiedade:
Perturbações de Ansiedade, Ataques de Pânico, Perturbações obsessivo-compulsivos, fobias;
Dependências de álcool e outras drogas;
Problemas relacionais que vão afetar os diversos contextos de vida (familiares, profissionais e sociais);
Problemas financeiros;
Debilidade do sistema imunológico com consequente maior probabilidade de desenvolvimento de infecções;
Maior probabilidade de existência de doenças respiratórias, cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais – AVC e metabólicas (dificuldades no processamento de certos alimentos ou substâncias);
Suicídio – a ansiedade consiste num fator de risco ao nível do suicídio, não só devido ao sofrimento causado diretamente pelos sintomas, mas também pelas restantes complicações que a ansiedade patológica pode causar no indivíduo.
A psicoterapia (acompanhamento psicológico) pode ajudar numa melhor compreensão do problema e na forma como este é encarado, promovendo ainda a aquisição e o treino de estratégias para minimizar os sintomas. Contudo, Além da busca por ajuda profissional de psicólogos e psiquiatras, o tratamento eficaz combina mudanças no estilo de vida e, quando necessário, medicação.




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