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Grandes expectativas

  • dejacy4
  • 29 de jan.
  • 2 min de leitura

Temos andado voltados demais para nós mesmos, despreocupando-nos dos sentimentos alheios, insistindo em nosso ponto de vista e crendo apenas nos caminhos que se desenrolam sob o nosso escopo. Como resultado, sofremos a custa dessa visão tão limitada, quando surgem as suas consequências.  Só então, pensamos se, quem sabe tivéssemos realmente escutado o que tinham a nos dizer ou tivéssemos sido mais atentos aos seus exemplos, teríamos sido poupados, já que, para nossa sorte, o aprendizado é mesmo, por natureza, uma via de mão dupla.

Acreditar ou não nos outros, porém, é algo que a vida deixa ao nosso encargo. Na verdade, o tempo todo ela insiste para que assumamos, não só os nossos atos, como também nossas escolhas e, mesmo no intuito de nos fazer mais fortes e experientes, ela nos mostra o reflexo de nossa vulnerabilidade diante dos inevitáveis incidentes e decepções aos quais nos sujeita. Assim, somos obrigados a reconhecer que a responsabilidade pelas expectativas geradas é nossa apenas e de mais ninguém, enfrentando como prêmio a possível dor de sermos desapontados pelos que nos cercam. Nem mesmo conseguimos fugir à regra para sermos diferentes dos que nos decepcionam e nos fazem sofrer, já que, muito em breve, poderemos ser nós mesmos a causar igual dano, pelo tanto que custamos a aprender com nossos próprios erros. Os únicos a poder fazer uso da desculpa de não ter percebido as reações causadas por sua distração ou indiferença seriam todos aqueles que jamais tivessem cometido semelhante delito. O que nos resta saber é se conseguiríamos encontrar alguém ainda totalmente ileso a esse respeito. Onde estariam essas pessoas?

Depositamos, inconscientemente, essa imensa carga em ombros alheios, quando tudo foi construído dentro de nossa mente, enquanto teria sido bem mais simples se tivéssemos visto o que realmente nos foi mostrado, ouvido exatamente o que nos foi dito e procurado não enxergar as coisas sempre baseados em nossos ideais ou entender somente o que nos foi conveniente.

Não temos escapatória. Decepções, desapontamentos, vez por outra ocorrerão e não há razão para nos pouparmos deles, pois, nos trazem à realidade, nos fazem crescer e, se formos bons alunos, nos ensinam a não repetir erros. São, antes de qualquer coisa, o nosso “longa metragem que dá origem à série”.


 
 
 

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Dejacy Lourenço . Psicólogo Clínico

CRP:0843343

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